Sem investimento, há risco de fechamento da Santa Casa

Sem investimento, há risco de fechamento da Santa Casa

Sem investimentos, há risco de fechamento da Santa Casa

Pronto Socorro São José não tem estrutura para internação

Santa Casa (Foto: Arquivo Jornal CCO)

Com a grande procura no Pronto Socorro São José, principalmente no início desta semana, o local tornou-se pequeno diante da demanda.

É importante lembrar que, em determinados casos, pacientes internados precisam de alimentação balanceada, com cardápio elaborado por nutricionista. Nessa unidade de saúde, não há serviço de Copa e muito menos nutricionista. Não são servidas refeições para os pacientes – nem mesmo café da manhã.

Por se tratar de um Pronto Socorro, recebe pacientes em situação de emergência, inclusive vítimas de acidentes, realizando um trabalho eficaz nesse aspecto. No entanto, há, em certas ocasiões, tumulto e barulho. É visível que esse cenário impede ou dificulta que os demais pacientes possam descansar tranquilamente em seus leitos enquanto são medicados, tendo em vista uma rápida recuperação.

O fato é que não há, no “São José”, uma estrutura totalmente adequada para pernoite e internação de pacientes. A expectativa é que todo paciente que precisa passar a noite em uma unidade de saúde de baixa ou média complexidade em Arcos seja transferido para internação na Santa Casa de Arcos.

Diante disso, perguntamos ao promotor Rafael Parisotto, na última terça-feira (20):

Se cabe aos médicos de sobreaviso na Santa Casa a responsabilidade por receber e acompanhar esses pacientes para internação, como fica a situação dessas pessoas? Afinal, o sobreaviso é custeado com recursos públicos municipais. Agora, com a intervenção judicial, o prefeito disse ao CCO, na última sexta-feira (16), que não investirá mais na Santa Casa de Arcos e que todos os recursos serão direcionados ao “Hospital” São José. (Confira a manifestação do prefeito Baiano em https://jornalcco.com/2022/09/22/prefeito-diz-que-nao-investira-dinheiro-na-santa-casa/ )

O promotor respondeu que o prefeito não é obrigado a destinar recursos à Santa Casa. Contudo, esclareceu que, para a Administração Municipal prestar os mesmos serviços oferecidos pela Santa Casa, de baixa e média complexidade, vai gastar muito dinheiro desnecessariamente, porque vai precisar estruturar a unidade “São José”, sendo necessários muito mais recursos do que precisaria se subvencionasse a Santa Casa. “Bastaria dar um pouquinho mais de dinheiro para a Santa Casa continuar fazendo o serviço básico que faz, de parto, cirurgias eletivas e outros”, argumentou, salientando que custaria muito mais barato e seria muito mais eficiente para a população de Arcos, que continuaria tendo esses serviços na cidade.

“[…] Acredito que será desperdiçado muito dinheiro público […]”.

Dr. Rafael afirmou que, se o Município não continuar ajudando a custear a Santa Casa, ela terá que ser fechada. Ou seja, Arcos ficará sem unidade de saúde estruturada para internação.

Se agora, durante a intervenção judicial, for verificada a inviabilidade de funcionamento da Santa Casa, por falta de recursos, a unidade terá que ser fechada. Uma alternativa, sugerida pelo promotor, é que o Município pode adquirir a estrutura.  Sem essa atitude, disse Dr. Rafael, o prefeito não pode “tomar para si” uma instituição que é particular”. Também falou sobre “outros problemas de falta de controle do gasto do dinheiro público, como contratação de pessoal de forma diferente do que manda o direito público”.  

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