Varíola do Macaco: Bom Despacho registra o primeiro caso

Varíola do Macaco: Bom Despacho registra o primeiro caso

Varíola do Macaco: Bom Despacho registra o primeiro caso

Foto: Agência Brasil – CDC/BRIANW.J. MAHY

Bom Despacho, a menos de 100 quilômetros de Arcos, registra o primeiro caso da Varíola do Macaco, que também vem sendo tratada pelo nome do vírus Monkeypox. O que parece ser o primeiro caso na região vinha sendo acompanhado desde a semana passada e os resultados dos exames chegaram na quarta-feira passada, dia 3, confirmando a infecção do paciente. Trata-se de um homem de 42 anos e que apresenta situação estável, segundo a notícia publicada no site da prefeitura municipal da cidade.

Embora não informe sobre possíveis comorbidades, nem sobre a transmissão, a notícia dá conta de que o paciente segue isolado, passado bem e sendo monitorado pela Secretaria de Saúde de Bom Despacho.

Transmissão e prevenção

A doença Varíola do Macaco é transmitida pelo vírus monkeypox e considerada uma zoonose viral (vírus transmitido ao ser humano a partir de animais), com sintomas muito semelhantes aos observados em pacientes com varíola, embora seja clinicamente menos grave. Com período de incubação que pode variar de cinco a vinte um dias, os problemas tendem a se agravar em portadores de comorbidades.

A transmissão ocorre por contato com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais e roupas contaminadas. Além disso, a transmissão também ocorre entre pessoas com contato físico próximo para os casos sintomáticos.

O contato próximo com pessoas infectadas ou materiais contaminados deve ser evitado. Luvas e outras roupas e equipamentos de proteção individual devem ser usados ​​ao cuidar dos doentes, seja em uma unidade de saúde ou em casa.

Arcos em alerta

A Secretária Adalgisa Borges, da Saúde, informa: “Arcos ainda não teve casos suspeitos da Monkeypox, mas assim como os demais municípios da região, todos estão em alerta para o surgimento de casos suspeitos”.

A Secretária esclarece que de acordo com a Nota Técnica nº 9/SES/SUBVS-SVE-CIEVS/2022 de 02 de agosto de 2022, todo caso suspeito deve ser comunicado ao nível central em até 24 horas e seguir as orientações do CIEVS-MG (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde).  “Os exames para diagnóstico e confirmação de caso encontram-se disponíveis na Regional de Saúde, porém só serão coletados os autorizados pelo CIEVS” – destaca a titular da pasta.

Resposta Brasileira

O Ministério da Saúde informa em seu site, sobre as ações de resposta ao vírus monkeypox no Brasil. A primeira medida foi implementada por meio da divulgação de um informe de alerta pelo Centro de Informação Estratégica de Vigilância em Saúde (CIEVS) Nacional, no dia em que aconteceu o primeiro caso no Reino Unido em 07 de março de 2022 relatado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ainda segundo o site, em 22 de maio de 2022, o CIEVS Nacional emitiu o Comunicado de Risco nº 06, alertando sobre um alto número de casos de Monkeypox em países não endêmicos e estabeleceu processo de notificação imediata, 24 horas, para situações inusitadas, inesperadas ou com alteração importante do perfil epidemiológico.

Em 23 de maio, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde ativou a Sala de Situação de Monkeypox para monitorar a investigação dos casos, elaborar documentos técnicos e articular, subsidiando casos que viessem a ocorrer no Brasil. A sala. Em 11/07/2022, as atividades da sala de situação foram encerradas e a organização e a coordenação das ações de vigilância passaram a ficar sob a coordenação do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, juntamente com outras áreas dessa Secretaria.

Fonte: Ministério da Saúde (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svs/resposta-a-emergencias/sala-de-situacao-de-saude/sala-de-situacao-de-monkeypox)

Brasil Destaque Saúde