Gente Nossa: Hailton Mori, 35 anos em Arcos

Gente Nossa: Hailton Mori, 35 anos em Arcos

Gente Nossa

Hailton Mori, 35 anos em Arcos

Hailton Mori – empresário

Hailton, nascido em Candeias, é de uma família de quatro filhos do casal José Mori e Elisa Melo Mori: além dele, uma irmã (Ângela) e outros dois irmãos, José Arcanjo e Dailson.


Iniciou os estudos em Candeias, cursando o ‘primário’ (atual Fundamental I) no Grupo Escolar Padre Américo. Depois, foi para Itapecerica (terra da família de sua mãe), cursando o ‘ginasial’ (atual Fundamental II). “Como Itapecerica era conhecida por ser um polo, tinha muitos bons ginásios e, por isso, havia gente de diversos lugares, tanto de Minas quanto de outros estados. As escolas eram separadas: masculino e feminino, ambas em regime de internato, embora eu estudasse no externato, porque morava com minha avó. Onde estudei chamava-se de Ginásio Padre Herculano Paz”.

De Itapecerica a Belo Horizonte


“Com 16 anos, disse ao meu pai: ‘Não quero ficar nem em Candeias, nem em Itapecerica, quero ir para Belo Horizonte’. Concordando, ele me deu dinheiro e fui para Belo Horizonte. Chegando lá, arrumei um lugar para morar, um hotel tipo meia pensão.” – lembrou e seguiu contando sobre seu início na capital: “Continuei meus estudos, cursando o Científico (atual Ensino Médio), no Colégio Hermílio Alves; e para me manter, saí à procura e arrumei emprego, passando no concurso da IBM do Brasil. Na época, a IBM foi contratada pelo Governo para montar um instituto de estatística (IBRA). Como o pagamento era por produção, ganhávamos muito dinheiro, o que nos proporcionava muita coisa boa. Por exemplo: já com 18 anos, eu e alguns amigos montamos uma turma e viajávamos ao Rio de Janeiro quase todo o final de semana. Partíamos às 7 horas da noite de BH e chegávamos à 7 horas da manhã no Rio, com o trem ‘Vera Cruz’ (um trem especial com todo o conforto).” – recordou, com um sorriso pela lembrança divertida da juventude.

Casamento e retorno a Itapecerica


Em 8 de junho de 1974, casou-se com Ângela Maria. Continuou trabalhando na IBM, mas, por volta de 1978, o sogro o convidou para trabalhar no hotel dele, o Grande Hotel Ita. Então Hailton passou a administrar o hotel, inclusive no que se referia às refeições.


Do casamento, três filhos de Itapecerica: Flávia, Maria Elisa e Hailton Jr.; e seis netos arcoenses: Marina, Mel, Matheus, Gabriel, Davi e Alice.

Surge a Nutribem


Em determinada ocasião, a Nacional de Grafite (empresa de Itapecerica que tem por atividade básica a extração e o beneficiamento do grafite natural) fez o convite para que a equipe do Hotel administrado por Hailton fizesse as refeições para eles. “Assim começou a nossa história de refeições industriais: a Nutribem. Administrávamos a cozinha da empresa e, no transcorrer do tempo, meu cunhado Luizinho [Luiz Augusto Mesquita Araújo] foi para Pedra Azul (norte do Estado), administrar o restaurante da filial da ‘Grafite’ de lá” – recordou. Com o passar do tempo, Luizinho soube de uma concorrência para fornecer alimentação para a ‘Química’ (Química Industrial Barra do Piraí), que era sediada em Arcos. “Ele voltou de lá, entramos na concorrência, vencemos e passamos a fornecer refeições para 700 empregados”, relata.


Da ‘Química’, a Nutribem expandiu para CSN, White Martins, Itaú e outras. Atualmente, a Nutribem atua em Arcos (matriz), Iguatama, Bambuí e Itapacerica, em sociedade com Luiz Augusto Mesquita Araújo, cunhado de Hailton.

Pandemia – “Fomos uma das vítimas da pandemia. Tivemos uma redução da ordem de 50 a 60%. O setor de alimentação industrial registrou o fechamento de 500 mil empresas em um ano, no país”, disse, com a seriedade de quem acredita que ainda vai demorar para inverter a curva descendente.


Hailton disse que “tudo triplicou de preço, especialmente os gêneros alimentícios”. No entanto, em virtude dos contratos já celebrados, não havia como repassar preços. Algumas empresas negociaram, mas outras não. Outra consequência foi o desemprego em massa no setor. “Tudo isso, sem falar nas mortes. Um saldo tenebroso”, comenta nosso entrevistado, concluindo que hoje o setor está estabilizado, mas, em baixa.

Religião, política, sociedade e esportes


Hailton Mori é católico praticante. Politicamente, é de direita e já pensou em atuar na esfera pública municipal, ao receber convites. “Na eleição passada fui convidado para concorrer, montamos a chapa, mas não seguiu ir em frente” – disse, sem mencionar detalhes. Em seguida, acrescentou: “Para as próximas eleições municipais, existe nova possibilidade e, ao longo do tempo, naturalmente aparecerão as definições. Arcos é uma cidade diferenciada, precisa da colaboração de todos e eu gostaria de fazer a minha parte”.


Ele conta sobre sua passagem na presidência do Arcos Clube (gestão outubro de 2016 a 2018), em virtude de um convite para participar das eleições. “Encontramos um clube bastante desorganizado. Liderando uma diretoria muito competente, fizemos uma gestão empresarial e colocamos ordem administrativa e financeira que perdura até hoje. Fizemos uma transformação total no clube, com satisfação dos sócios, tanto que recebo muitas manifestações solicitando nosso retorno nas próximas eleições”.
Quando o assunto é esporte, ele também tem o que contar. Já praticou natação e foi campeão de peteca. Destacou que se preocupa com o elevado índice de usuários drogas e procura agir, tanto que, quando presidente do Arcos Clube, dedicou atenção especial aos jovens, incentivando-os à prática de esportes, “para evitar o caminho das drogas”.


Ao final da entrevista, falou da satisfação de morar nesta cidade, das amizades que fez aqui e fez um pedido: “que todos lutem para que nossa cidade esteja sempre no topo”.


É Cidadão Honorário de Arcos e Gente Nossa.

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