Saúde Pública: Varíola do Macaco

Saúde Pública: Varíola do Macaco

Saúde Pública

Varíola dos macacos: Após morte, Ministério da Saúde anuncia plano contra doença

Caso fatal em BH é o primeiro registrado no Brasil e o primeiro fora do continente africano, onde houve três vítimas na Nigéria e duas na República Centro-Africana, segundo a OMS

Um técnico usando equipamento de proteção individual passa por uma placa de risco biológico em uma instalação de laboratório molecular criada para testar a doença da varíola de macacos durante sua inauguração no King Institute em Chennai, na Índia — Foto: Arun Sankar/AFP

Matéria do Jornal O Tempo (on-line) por Fernanda Valente e Renato Alves

Publicado em 29 de julho de 2022 | 16h09 – Atualizado em 29 de julho de 2022 | 16h44

O Ministério da Saúde anunciou a instalação de um Centro de Operação de Emergências (COE) para monitorar os casos de varíola dos macacos (ou monkeypox) no Brasil.

A ideia é montar um plano de contingência, com análise da situação, logística para diagnóstico, prevenção, protocolos assistenciais, formação e capacitação e comunicação sobre o vírus.

A medida foi apresentada na tarde desta sexta-feira (29) como um das ações de vigilância que serão implementadas no país após a confirmação da primeira morte pelo vírus no Brasil, que também a primeira fora do continente africano. 

O caso fatal foi registrado em Belo Horizonte (MG) e anunciado na manhã desta sexta.  A vítima é um paciente que tinha 41 anos, baixa imunidade e câncer.

O Brasil tem 2.176 casos notificados, 1.066 confirmados, 513 suspeitos, além da morte confirmada e de 597 descartados, conforme o mais recente balanço do Ministério da Saúde.

De acordo com Daniel Pereira, secretário do Ministério da Saúde, a pasta ainda está avaliando qual o impacto e a preponderância das comorbidades no caso. 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, de janeiro até o dia 22 de julho, cinco mortes foram registradas no mundo por varíola dos macacos, todas no continente africano, sendo três vítimas na Nigéria e duas na República Centro-Africana.

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