Mística Literária: Lord Ruthven: o vampiro de Polidori

Mística Literária: Lord Ruthven: o vampiro de Polidori

Mística Literária

Lord Ruthven: o vampiro de Polidori

VAMPIROS. Ah, VAMPIROS. Muitas pessoas sentem um grande fascínio por essa criatura sombria da ficção. Prova disso foi a pesquisa via Instagram sobre a escolha do tema da presente coluna ser sobre vampiros ou lobisomens. O resultado: mais da metade escolheu vampiros. 

Eu creio que essa escolha se deve a alguns fatores como a sensualidade e a imortalidade dos vampiros. Além disso, possuem a forma humana somada aos poderes que muitos gostariam de ter.

Outra questão é que muitos autores contemporâneos romantizaram os vampiros e também os transformaram em heróis. Todavia, a verdade é que os primeiros autores sobre o tema tratavam o vampiro exclusivamente como uma criatura das trevas, sem qualquer característica bondosa. Era somente um grande vilão. 

Frisa-se ainda que a maioria das pessoas conhece apenas Drácula (será tratado em breve), tendo em vista que é um livro notório adaptado para grandes produções cinematográficas. Para fugir do óbvio e enriquecer o conhecimento literário, apresento o vampiro anterior a Drácula e que, inclusive, influenciou sua criação: Lord Ruthven. 

Lord Ruthven é sem dúvidas um intrigante personagem do conto O Vampiro (1819) do autor John William Polidori (1795-1821). Que conto gostoso de ler! É uma leitura muito leve, sem delongas. O mais importante é que prende a atenção. O leitor quer muito desvendar a essência do misterioso lord impenetrável. Em resumo:

O Lord Ruthven enfeitiçou a sociedade londrina com seu jeito misterioso e logo despertou o interesse de um bom cavalheiro chamado Aubrey. Os dois foram fazer uma viagem e o Lord acabou sendo fatalmente atacado por ladrões. Antes de morrer, fez Aubrey prometer que não divulgaria sua morte para ninguém por um ano e mais um dia. Após esse prazo, o jovem é surpreendido quando descobre que o noivo de sua irmã é nada mais nada menos que Ruthven.

Destaca-se que Ruthven introduziu um padrão de vampiro aristocrático sedutor e refinado que atacava o pescoço da vítima. Veja-se:

“O pescoço e os seios estavam manchados de sangue e, na garganta, havia as marcas dos dentes que tinham rasgado suas veias. E foram essas marcas que os homens apontaram, gritando quase em uma só voz: – Vampiro! Vampiro!”.

A justificativa para tal ato era prolongar a sua própria vida. Portanto, precisava se alimentar de outras vidas e sentia prazer na ruína humana

Não deixem de ler esse pequeno e fascinante conto. 

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