Leopoldo Corrêa: advogado e professor de matemática

Leopoldo Corrêa: advogado e professor de matemática

Leopoldo Corrêa: advogado e professor de matemática

Leopoldo Guilherme Corrêa é mais um cidadão arcoense de coração. Com 86 anos, nasceu em Formiga, aos 24 de maio de 1936. É um dos filhos do médico e ex-prefeito de Formiga Dr. Leopoldo Corrêa e da Sra. Inah Corrêa.


Morava em Formiga, mas, vinha muito a Arcos, desde pequeno, especialmente para passar as férias. “Meu tio Donato morava aqui e eu gostava muito e gosto até hoje de Arcos” – lembrou e destacou.

Os estudos: de aluno a advogado e professor estadual


Estudou na Escola Normal de Formiga, no curso Primário. Quanto ao Ginasial e o Científico, foram feitos no Colégio Antônio Vieira. Concluindo seus estudos até o nível médio, foi em busca do curso superior. Inicialmente, estudou em Belo Horizonte para tentar o vestibular do curso de engenharia. Mas, mudou de opinião. “Falei pro meu pai: não vou mexer com isso mais não. Vou fazer Direito.” – recordou. Então, em 1957, o jovem Leopoldo obteve aprovação no Curso de Direito em Petrópolis, no Rio de Janeiro – onde se formou, cinco anos depois (1962).


Ele conta sobre a particularidade do seu último ano de curso: “Comecei a trabalhar, dois anos antes de me formar (1960), foi numa agência do Banco da Lavoura, em Petrópolis (RJ). Em 1962, quando fazia meu último ano do bacharelado, o banco me transferiu para a matriz, em Belo Horizonte. Fiquei sem frequência em todas as matérias e só passei porque fiz e fui aprovado nos exames de ‘segunda época’, conforme previa a norma naquele tempo”.

Em Arcos: trabalho e família


Mudou-se para Arcos em meados da década de 1960 e abriu um escritório de advocacia na praça Floriano Peixoto.


Residindo em Arcos, o já Dr. Leopoldo diversificou. Fez o curso de Matemática na Faculdade de Formiga (hoje Unifor) e passou a dar aulas na escola estadual Berenice de Magalhães Pinto. “Foram por volta de 30 anos, quando me aposentei, no início dos anos 2000. Em 2020, há dois anos, me aposentei como advogado” – lembra. Na área do Direito, o foco de sua carreira foi no direito de família. “Na área criminal, só trabalhei numa causa, fiz uma única defesa no tribunal e, modéstia à parte, fui aplaudido” – lembrou, com satisfação e sentimento de sucesso profissional em sua trajetória.


Leopoldo casou-se com a professora Therezinha Soares Corrêa. Ele conta que foi em Piumhi, em 1966. Do casamento, tiveram dois filhos: Luiz Cláudio Soares Corrêa e Paulo Cesar Soares Corrêa; e três netos: Nádia e Artur (do Luiz Cláudio), João (do Paulo Cesar).

Política

“Meu pai havia sido duas vezes prefeito em Formiga e, quando cheguei a Arcos, desejei trilhar a carreira política. Mas, acabei não me candidatando. Casei e quem acabou enveredando pela política foi minha esposa” – disse, alegre com a lembrança. A professora Therezinha, que acompanhava atentamente e participativa da conversa, fez questão de mencionar: “Fui vereadora de Arcos por 20 anos”. Na Câmara, acompanhou os trabalhos de muitos prefeitos: Dona Hilda, Plácido, Paulo Marques, Baiano e Lécio.
O professor complementou: “Não segui a carreira política, mas estive envolvido permanentemente com a política: além de acompanhar minha esposa, participava de toda a movimentação”. Destacou: “Até hoje sou brizolista”. Fez questão de mencionar sua decepção com a atualidade, devido ao mau uso dos recursos por parte de muitos políticos. “Deveríamos investir em educação e instrução muito mais do que se faz agora”.

Outras atividades


Torcedor do Flamengo, desde os 6 anos de idade tinha como diversão e esporte o basquete e o futebol. “Quase fui titular em Formiga, antes de ir para Petrópolis (RJ)”.


Católico, lembra-se do padre Tavares (da Igreja Matriz): “Era um padre fenomenal!”.


O professor participou ativamente da vida de Arcos, especialmente em entidades beneficentes e associações, além de, segundo ele, ter contribuído na fundação de muitos sindicatos de trabalhadores e outras instituições. “Fui um dos fundadores da Maçonaria em Arcos, do Rotary e também participei do início da ‘Lagoa’ (Clube Campestre de Arcos) e do Arcos Clube (organizando seus estatutos)”.


Ele também foi presidente da Companhia Telefônica de Arcos e um dos criadores da Assistência Social de Arcos (ASA), já extinta. Hoje seria conhecida como organização não governamental, voltada ao atendimento de pessoas necessitadas.


Outro cargo importante foi o de presidente da Seccional de Formiga da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


Assim, foi terminando a simpática entrevista deste “formiguense de coração arcoense” que muito ainda poderia contar sobre Arcos e, por isso, é Gente Nossa.

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