Eventos incentivam compras de calçados, roupas e acessórios

Eventos incentivam compras de calçados, roupas e acessórios

Eventos incentivam compras de calçados, roupas e acessórios

Foram mais de dois anos de medo, luto e incertezas. Como se não bastassem os receios de ser contagiado com o coronavírus, contagiar os outros, ficar sozinho e com possibilidade de morrer distante da família, vieram também as consequências econômicas.


As restrições de atividades comerciais e de prestação de serviços prejudicaram muitas empresas, principalmente do ramo de eventos e de itens que não são de primeira necessidade, a exemplo de roupas, sapatos e acessórios. Afinal, em um contexto no qual foi necessário economizar e investir apenas nas prioridades, saúde e educação (mesmo que a distância e nem sempre de qualidade) ficaram no topo da planilha de planejamento doméstico.


Com a queda na curva do número de óbitos em virtude da Covid e a flexibilização das medidas sanitárias, no final de 2021 a situação começou a ganhar novo formato. Em Arcos, aos poucos, os consumidores começaram a voltar às lojas para as compras presenciais, mas antes disso, muitos já estavam utilizando a opção delivery, que foi a salvação dos empreendimentos naqueles meses de fechamento.
Desde os meses finais de 2021, depois de uma longa temporada de isolamento social, muitas pessoas estavam ansiosas para saírem de casa e retornarem ao convívio social. Com a liberação das cerimônias em geral (inclusive de casamentos), eventos sociais e festas particulares, muitos voltaram a investir no autocuidado – na imagem pessoal – e voltaram a frequentar as lojas de vestuário, calçados e acessórios, salões de beleza e espaços de estética. Foi a fase que os comerciantes e demais empreendedores esperavam, na expectativa de recuperar o tempo perdido e recontratar funcionários demitidos.


A comerciante Maria das Dores Siqueira Caetano (Dorinha), que está no mercado há 16 anos, disse ao CCO que a equipe da loja aproveitou o período de fechamento para investir em aprendizagem e ações de publicidade. Intensificaram as divulgações em redes sociais e apostaram nas entregas em domicílio. “Foi um momento de aprendizado. A loja ficou fechada quase três meses e fizemos vendas delivery. Não foi fácil, mas, graças a Deus, superamos e foi uma oportunidade de crescimento”, comenta.


Dorinha e sua equipe conseguiram manter a empresa estável. Ela destaca que as divulgações em redes sociais foram essenciais naquela fase e continuam indispensáveis: “Antes não tínhamos conhecimento do valor das redes sociais; vimos que agrega muito. […] Está sendo um momento muito bom. É um período muito promissor… e muita coisa boa está por vir, nós esperamos”, diz, enfatizando a importância do trabalho em equipe para que superassem as barreiras.


Dorinha e a família são os proprietários da loja Duzeka, referência em trajes sociais masculinos. “É uma equipe em família e tudo que conseguimos é porque trabalhamos em equipe. Sou eu, meu filho Léo, a Dagmar (minha nora, que é uma filha pra mim e o nosso braço direito) e as meninas (três colaboradoras)”, conclui.

Motivações para as compras
Na loja Center Calçados, a proprietária, Maria Lúcia Costa Leme (Malu), disse que durante o período de restrições, sua equipe conseguiu manter aproximadamente 50% das vendas por meio das entregas em domicílio. Já a partir de dezembro de 2021, a procura começou a melhorar. Além dos eventos agendados, uma das motivações foi o retorno das aulas escolares.


Em fevereiro, os consumidores que programaram viagens foram às compras. Em seguida, retornaram para adquirir as novidades do verão; depois, para o Dia das Mães e para as compras de outono/inverno. Foi na segunda quinzena de abril de 2022 que passou a haver maior movimentação. “Ainda não normalizou totalmente”, comenta a comerciante. Ela acredita que devido às novas recomendações para o uso de máscara em ambientes fechados, alguns consumidores, geralmente os idosos, ainda estão com receio de frequentar as lojas.

Consequências no mercado – Malu descreve algumas mudanças no mercado que ela tem percebido nesta fase: escassez de mão de obra, inclusive para a produção; maior rotatividade de funcionários; alta nos preços; prazos longos para entregas de mercadorias.

Na opinião da comerciante, medidas que periodicamente aumentam a renda familiar e que realmente foram necessárias emergencialmente, a exemplo do auxílio emergencial, talvez sejam fatores que acabaram influenciando na opção de algumas pessoas por permanecerem em casa, sem procurarem emprego. Ela percebe um certo comodismo nesta fase, o que começou com a suspensão das aulas presenciais e permaneceu no trabalho.


O fato é que a economia precisa voltar a “girar”, na expectativa de maior estabilização econômica, com empregabilidade, geração de renda, menos dependência de políticas públicas e mais ação.

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