Enéias: música, som e recordações

Enéias: música, som e recordações

Enéias: música, som e recordações

Enéias Antônio da Cunha: Gente Nossa

Enéias Antônio da Cunha, arcoense nascido aos 30 de março de 1952, é homem de múltiplas atividades. Além de técnico em eletrônica, é músico e técnico em sonorização de eventos. Enéias, como é mais conhecido é o entrevistado do espaço Gente Nossa desta semana.
Filho de Deusdedeti Leão da Cunha e Anésia Bernardes da Cunha, Enéias, por parte de mãe é filho único e, por parte de pai tem cinco irmãos. Ele é casado com Gildete Maria de Sousa Cunha e faz questão de dizer “felizmente casado com a mesma mulher, comemorando neste ano, 41 anos de casados. Casamos aos 4 de julho de 1981, na Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo” – comemora com um sorriso de orgulho.
Como não seria diferente, ele recebeu a redação do Jornal CCO, no seu já conhecido Museu do Enéias, no pavimento superior de sua residência, o número 225 da Rua Cel. José Ribeiro do Vale e a entrevista teve música, no início, com ele ao teclado de um harmônio – instrumento musical de teclas e fole acionado por pedal.
Ele iniciou seus estudos no Colégio Comercial Arcoense e concluiu, com o curso técnico em eletrônica, no Centro Orientação Tecnológica Educacional Oeste Minas (COTEOM). Com diploma na mão, Enéias começou a trabalhar, em 1966, na Companhia Telefônica de Arcos. Em 1976, saiu de Arcos para trabalhar na Telemig (telefonia fixa), em Divinópolis – onde também continuou com a música. Ele lembra que começou como músico (autodidata) aos 15 anos (1967), tocando pandeiro e depois, bateria.
Anos depois, voltou a Arcos, e, já aposentado, intensificou suas atividades musicais, que ainda o acompanham. Foram diversas bandas. A primeira foi a Banda Ness, depois a Banda Jovens Ritmos e, com a Banda Hering Som, inaugurou o palco do tradicional e sempre lembrado “Gamelão” (1968). Outra banda foi a Sigma 6 e, atualmente, o Trio Long Play, numa alusão aos famosos discos de vinil. Enéias, sempre em movimento, enquanto a entrevista acontecia, comentou que também trabalha com sonorização para eventos, além de instalar som, como contratado da Câmara de Vereadores de Arcos.

Não discute sobre futebol, religião e política
Enéias faz questão de dizer que não discute sobre futebol, política e religião, mas se entusiasma ao dizer “sou católico apostólico romano, frequento a Igreja e participo do Terço dos Homens, na Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo”. Da infância, lembra-se das brincadeiras ao ar livre, da segurança de “deixar a portas das casas abertas”.

O Museu: uma parceria com o pai que se tornou herança
“Meu pai, que morava aqui ao lado, tinha um acervo, especialmente de retratos e jornais de Arcos”. Entre 1998 e 1999, Enéias convidou: “pai, vamos montar um museu?” – e, assim o Museu do Enéias começou, no espaço que era usado para ensaios musicais das bandas de que ele participava.
No museu, há de tudo o que se possa imaginar. Ele acredita que sejam mais de quatro mil itens. São fotos da história de Arcos, livros, aparelhos de som, televisores, microfone antigos, ferramentas, equipamentos odontológicos, seringas de vidro, troféus, revistas etc. Vem sendo um “Centro de Pesquisa” para muita gente. Mas, há um único quesito para integrar o diversificado acervo: a peça deve ter alguma ligação com a cidade. “O museu foi criado a partir da herança de meu pai, que reunia fotos e outras peças de Arcos. Era para contar a nossa história. Não há sentido, receber itens de fora, que nada têm a ver com nossa cidade.” – frisou.
Para visitar é necessário agendar antecipadamente pelo número (37) 99983-0981 e contribuir com um litro de leite. “Antes da pandemia, eu arrecadava 60 a 70 litros por mês que eram distribuídos para o Asilo, Sociedade Vencer e creches. Agora estou começando a arrecadar novamente.” – finalizou.
Com música começou, com música encerrou a entrevista: ao som orquestras famosas dos discos de vinil, em aparelhos em excelente estado de conservação. Tudo mantido por este arcoense que guarda grande parte da história da cidade, que colabora com entidades e que faz de Arcos um lugar mais musical. Por isso, Enéias Antônio da Cunha é Gente Nossa.

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