Túnel do Tempo (2005) Vereadores de terno e gravata

Túnel do Tempo (2005) Vereadores de terno e gravata

Túnel do Tempo (2005)

Vereadores arcoenses regulamentam uso de terno e gravata nas sessões

O vereador Eduardo Cunha (PFL) é  o autor da resolução, aprovada por unanimidade

O vereador Eduardo Cunha Campos, que está no seu segundo mandato, propôs uma resolução à Câmara Municipal de Arcos, que obriga todos os seus companheiros do legislativo a se portarem bem trajados nas reuniões das sessões ordinárias e extraordinárias.

A resolução 465, publicada em 27 de junho de 2005, obriga os vereadores a comparecerem decentemente trajados com terno e gravata ou camisa social de manga longa às reuniões nas horas previstas. Segundo Eduardo Cunha já existia uma resolução publicada em 07 de dezembro de 1982 que obrigava os vereadores a comparecerem bem trajados na Câmara Municipal de Arcos. “Como já existia uma resolução sobre o assunto houve a necessidade somente de uma alteração, somando ao termo “bem trajado” algumas definições específicas. Eu propus a alteração da redação da resolução publicada em 1982,” explica Eduardo Cunha.

De acordo com Eduardo a proposta foi feita porque tinham alguns vereadores que compareciam às reuniões trajando mal. E vestir-se bem, segundo ele, é uma forma de respeito e valorização do poder legislativo. Em qualquer repartição todas as pessoas têm um traje específico e o deles, segundo Eduardo, seria o terno e a gravata.

A votação da resolução foi unânime e a partir da publicação todos os vereadores vão bem vestidos às reuniões. “Acho que o povo gosta de nos ver bem trajados. Fui vereador na gestão de 97 a 2000; cada dia, um vinha de uma forma e não havia identificação. As roupas que meus colegas usavam não correspondiam com a identidade de seus cargos. Qualquer roupa não se identifica com o cargo que temos,” afirma o vereador Eduardo Cunha.

O vereador Gabriel de Macedo Carvalho, Bié, diz que é favorável à resolução porque assim os vereadores vão se apresentar melhor. “É uma questão de respeito no legislativo. Fomos votados porque somos líderes e por isso é preciso haver uma diferenciação. O traje serviria para nos diferenciar,” comenta o vereador Bié.

O aposentado Antônio Gontijo discorda da resolução publicada e critica a proposta do vereador autor da resolução. “Traje não faz a pessoa. Discordo porque o que vale é a palavra da pessoa, não importa se ela vem com essa ou aquela roupa,” afirma o aposentado.

Segundo Eduardo Cunha, a resolução é uma lei que rege dentro da câmara, ou seja, são as leis para o regimento interno.

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