Reconhecendo os sintomas de um infarto do miocárdio

Reconhecendo os sintomas de um infarto do miocárdio

Saúde

Reconhecendo os sintomas de um

infarto do miocárdio

Dr. Tarcísio Narcísio Silva – Endocrinologista e Metabologista (CRM 36.468)

Pesquisas recentes estimam que a cada ano no Brasil ocorram cerca de 400.000 casos de infarto agudo do miocárdio (IAM), dos quais cerca de 20% são fatais. O IAM é responsável por 25% das causas de morte no Brasil, sendo que 95% dos casos poderiam ser evitados com medidas preventivas.


Autoridades médicas e de saúde em todo o mundo têm se preocupado em alertar a população quanto à importância de se detectar precocemente os casos de infarto. Quanto mais rápido uma pessoa que está iniciando um quadro de infarto procurar um pronto atendimento médico, maiores as chances de sobrevida. Quando um infarto se inicia, cada hora de atraso no tratamento aumenta em 1% a chance de morte. Infelizmente, muitos pacientes demoram demais a buscar socorro por acharem que não correm risco de um IAM, ou não quererem incomodar a família e a equipe de saúde, ou acharem que poderá ser um alarme falso.

Quais os sintomas iniciais de um infarto?
O sintoma mais frequente é o desconforto no tórax. O paciente pode se queixar de dor em aperto no peito, ou “pressão”, peso, sufocamento. Em muitos casos é um desconforto que se inicia leve e vai aumentando progressivamente; em outros pacientes pode ser uma dor muito forte já desde o início do quadro. A dor geralmente irradia para o braço esquerdo e se acompanha de palidez, sudorese e mal-estar geral, durando mais de 20 minutos.


É muito comum um infarto ocorrer após um esforço físico exagerado, grande estresse emocional ou durante uma doença grave.


Em alguns pacientes, os sintomas são tão leves ou diferentes do habitual que nem lembram um início de infarto. São os chamados casos “atípicos”, que ocorrem em 20% dos casos de infarto. As queixas podem ser apenas tonturas, fraqueza, palpitações, dor no braço, dificuldade respiratória e náuseas. É mais comum em idosos, mulheres e diabéticos. Nesses casos, a suspeita se faz quando a pessoa já apresentou infarto anteriormente ou quando a pessoa apresenta vários fatores de risco para desenvolver infarto.

Quais os pacientes com maior risco de terem infarto?


Nem todos os pacientes com os sintomas acima estarão apresentando necessariamente um infarto. Várias outras situações podem produzir os sintomas descritos, como na síndrome do pânico, viroses, pneumonias, refluxo gastroesofágico, labirintites, problemas ortopédicos, dentre outras.
Por isso, é muito importante que pessoas com fatores de risco estejam mais atentas para esses sintomas. Os principais fatores que aumentam a chance de um infarto são:
. Diabetes mal controlado
. Hipertensão arterial mal controlada
. Aumento de colesterol e triglicérides
. Obesidade
. Tabagismo
. Sedentarismo
. Antecedentes de infarto ou derrame cerebral (AVC)
. Estresse importante
. Histórico familiar forte para infarto ou AVC

O que fazer na suspeita de um infarto?


Como dito anteriormente, cada minuto de atraso no tratamento do infarto pode custar a vida. Na suspeita de um IAM, a recomendação é procurar com urgência um Pronto-Socorro. A realização de um eletrocardiograma, dosagem no sangue de enzimas cardíacas e algumas horas de observação clínica são suficientes para se confirmar ou descartar um infarto.


Todo paciente que já apresenta uma doença cardíaca normalmente é orientado pelo seu médico Cardiologista ou Clínico a tomar determinadas medicações se sentirem sintomas suspeitos. Mesmo assim, deve-se procurar o PS o mais rápido possível.

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