Marcinho do “Speed Wash”: com o coração sempre em Arcos

Marcinho do “Speed Wash”:

com o coração sempre em Arcos

Marcio Mansur: coração arcoense

Marcio Mansur de Castro é o nome desse arcoense que andou pelo Brasil afora, com seu coração sempre ancorado em Arcos. Marcinho, como é mais conhecido, completou seus 70 anos em 18 de janeiro e, como disse ao Jornal CCO: “meus conterrâneos de Formiga me perdoem, mas me considero cidadão arcoense” – ressaltou, lembrando de que toda a família materna é de Arcos.

Uma família nem tão pequena

Filho de José Mansur de Castro e Aldair Rodrigues de Castro, Marcinho casou-se com Maria José Veloso, com quem tem uma filha, Iara. Depois, com Kátia Botelho, veio Thiago, que lhe deu o neto Thomas. Ainda, com Tina Vasconcelos, teve Clara, que lhe deu a netinha mais nova, Luna. Marcio faz questão também de mencionar os enteados: “Mariana, mãe do Gabriel, é filha de Tina e, com Simone, atual esposa, mais dois enteados: Joaquim e Théo” – conta.

Dos irmãos, Marcio é o terceiro. Antes dele: Cléber e Remaclo – falecidos e cuja lembrança o emociona a cada menção. Depois dele vêm: Cassia, Márcia e Cláudia, com quem reside em um condomínio particular.

Com o trabalho, muitas idas e vindas

Em 1973, depois de completar o “Ginasial” (Fundamental) em Belo Horizonte, Marcio, voltou para Arcos, onde concluiu o”Científico” (Médio). Em 1975, “com meu pai e meus irmãos construímos o galpão da granja Vila Rica”. Em 1978, Marcio retornou a Belo Horizonte, onde passou a trabalhar com representação na área do vestuário.

“Em 1980, voltei a Arcos, trabalhei na granja e foi um dos mais importantes anos da minha vida. Foi quando fiz minhas maiores amizades. Lembro-me de que foi um período muito feliz, de muita festa, tanto nas casas de amigos quanto nos bares e boates que existiam, em Arcos, nos anos 70 e 80” – lembrou.

“De 81 a 84, em BH, representei a Soft Machine e, depois, a Divina Decadência. Em 84, montei a Express Confecções, com meu irmão Recmaclo. Em 1986, trabalhei na Vide Bula e, no ano seguinte, na Sputnik. Em 1991, voltei à Vide Bula para gerenciar a área de multimarcas, até 1997 e, em 1998, na Disritmia. Em algumas dessas empresas fui somente representante e noutras gerente, sempre viajando pelo Brasil.” Marcio continua: “Em 99, prestei consultoria no desenvolvimento de produtos (roupas) e, em 2000, voltei novamente a Arcos, quando trabalhei com o restaurante na granja Vila Rica.

“Em 2001, montei uma confecção em Goiânia. Mas, seis meses depois, meu irmão Cléber adoeceu e eu voltei a Arcos. Em 2002, depois da morte do Cléber (que foi um pai pra mim) abri um escritório de representações com o Rafael (filho de Cléber) e lá trabalhamos até 2012, principalmente, com as marcas Essex e Missbella”. Foi quando encerrou sua carreira na confecção, voltando a Arcos. Em 2015, com sua atual esposa, Simone, iniciou a Speed Wash que, agora, conta com a parceria de sua sobrinha, Dani Mansur.

“Nunca me afastei de Arcos. Eu sempre vinha aqui, mesmo trabalhando em outros lugares. Minha família, especialmente a família de minha mãe, os Rodrigues, uma das mais tradicionais da cidade está e continua aqui desde sempre.” – conclui.

Lembranças

As recordações mais alegres são das festas nas casas de amigos e, especialmente, nos bares e danceterias. “O mais importante da história da cidade foi o Gamelão ( onde está a Loja Zema) – “bar dançante” que, em sua simplicidade, fazia a alegria da juventude”. Mas, destacou: “Não há como esquecer do Tio Patinhas, do Tom Bege e do Tom Mix, no entorno da Praça da Matriz: foram lugares de muita dança e alegria”.

Não é à toa que Marcio tem como lembrança esses lugares festivos, pois seu passatempo é: “Música para ouvir e colecionar, com preferência para o Rock and roll. Tenho uma coleção de 538 discos de vinil catalogados – destaca entusiasmado.

Religião e Política

Marcio é católico: “minha fé está ligada à Igreja e participo, inclusive do Terço dos Homens na Matriz”. Sobre política, ele se declara de direita não radical: “algumas vezes até votei em partidos de esquerda.”.

Marcio finaliza: “sou muito grato à minha cidade de Arcos, ela estará comigo, em meu coração o resto da minha vida. Esta entrevista me fez lembrar com muito carinho da minha juventude, desses lugares de Arcos, e de todos os momentos da minha vida, em que fui e voltei”.

Sem dúvida, Marcinho Mansur “da Speed Wash” é Gente Nossa.

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