O Dia do Disco

O Dia do Disco

O Dia do Disco: homenagem a um mineiro

assorted vinyl record lot
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O Dia do Disco, também conhecido como Dia do Disco de Vinil, é comemorado anualmente em 20 de abril.

O disco de vinil é considerado um marco na história do entretenimento musical, ajudando a criar novos hábitos, seja entre os ouvintes ou entre os produtores musicais.

O vinil foi desenvolvido em meados da década de 1940, permanecendo popular em todo o mundo até o surgimento do CD e de outras mídias mais avançadas.

Também chamado de LP (abreviação de Long Play), para reproduzir um disco de vinil é necessário um “toca disco” ou “vitrola”, como também é conhecido.

Atualmente, o disco de vinil voltou a se tornar popular, não pela sua praticidade (visto que os CD’s apresentam superior qualidade sonora, por exemplo), mas pela peculiaridade que o caracteriza.

Os vinis ressurgiram não com a mesma força comercial de outrora, mas como um objeto retrô, destinado principalmente para os verdadeiros amantes da música e desta clássica mídia.

Origem do Dia do Disco

Ataulfo Alves: compositor e cantor, nascido em Miraí – Minas Gerais (foto em: https://www.ebiografia.com/ataulfo_alves/)

A comemoração do Dia do Disco de Vinil surgiu em homenagem ao músico Ataulfo Alves, que morreu em 20 de abril de 1968.

Dez anos depois, em 1978, no Rio de Janeiro, os saudosistas e colecionadores de discos decidiram dedicar esta data para celebrar a sua paixão pelo vinil.

Biografia de Ataulfo Alves

Nascido numa fazenda mineira, filho de pai violeiro, foi para o Rio de Janeiro por acaso, onde trabalhou, entre outras coisas, como farmacêutico. No fim dos anos 20 passou a se envolver com blocos de carnaval e artistas de rádio. Logo em seguida teve sambas gravados por Almirante (“Sexta-feira”) e Carmen Miranda (“Tempo Perdido”), o que lhe assegurou o sucesso. Compunha sambas-canção e marchas de carnaval para os maiores cantores do Brasil, como Carlos Galhardo (“Quanta Tristeza”, com André Filho), Silvio Caldas (“Saudade Dela”) e Orlando Silva (“Errei, Erramos”). Em 1941 estreou como intérprete na gravação de “Leva, Meu Samba” e “Alegria na Casa de Pobre” (com Abel Neto). No ano seguinte gravou “Ai, que Saudades da Amélia” (com Mário Lago), um de seus maiores sucessos, ao lado de “Na Cadência do Samba”, “Laranja Madura”, “Fim de Comédia”, “Vai, Mas Vai Mesmo” e “Mulata Assanhada”. Em 1961 foi para a Europa, numa turnê de divulgação da música brasileira, e em 1966 representou o Brasil no I Festival de Arte Negra em Dacar, Senegal.

(Fontes: Callendar Brasil e Letras.com)

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