Efeitos da pandemia na religiosidade

Efeitos da pandemia na religiosidade

Efeitos da pandemia na religiosidade

close up shot of a person holding prayer beads
Photo by MART PRODUCTION on Pexels.com

Com a suspensão temporária de celebrações presenciais na primeira fase,

a fé esfriou?

Neste ano de 2022, a Semana Santa será especial, afinal, em 2020 e 2021 não foram realizadas celebrações presenciais, em virtude da pandemia de Covid-19. Houve apenas as transmissões via redes sociais. Aliás, as celebrações rotineiras também não puderam ser presenciais nas primeiras fases da pandemia, por determinação de órgãos sanitários.
O coronavírus motivou o fechamento das igrejas, o que poucos imaginavam que um dia pudesse acontecer, ainda mais no momento em que as pessoas mais sentiam necessidade de oração, confissão e comunhão, diante do medo da morte e de situações de luto.
Quando os templos religiosos puderam ser reabertos, percebeu-se que nem todos os fiéis retornaram inicialmente. Padre Paulo César Rodrigues, paróquia Santo Antônio, observou que ao longo da pandemia houve muita oscilação na participação dos fiéis, “hora mais, hora menos”.
A boa notícia é que, agora, a situação está se normalizando. “Aqui na nossa Paróquia, isso já é passado, já é um fato vencido. Na Quarta-Feira de Cinzas tivemos cinco missas ao longo do dia, todas com a igreja lotada, até mesmo a praça. Estão voltando em peso, procurando as confissões e as celebrações”.
Nas sete Missas no fim de semana, em todas há grande quantidade de pessoas. Durante a quaresma, até mesmo nas celebrações às 5h30 da manhã, às quartas-feiras, a igreja ficou lotada.
Sobre a importância da presença nas missas, devido aos atos de consagração e comunhão, padre Paulo diz: “O cristianismo é a religião da proximidade, basta observar nossos ritos litúrgicos. Não é virtual, é matéria sólida, é comunidade, povo eleito que se reúne para celebrar! Sacramento, principalmente da eucaristia, é real, presencial”.
Na Semana Santa, a programação acontecerá normalmente e presencial. Serão expostos dois telões em pontos diferentes na área externa, que irão transmitir as imagens internas. “Devido ao alto número de pessoas, pedimos mais um pouquinho de paciência e usem a máscara nas celebrações”.
Para os que estão impossibilitados de ir ou preferem ficar em casa, serão mantidas as transmissões pela Rádio Alternativa 87,9 FM e também pelo canal no YouTube.
Em comemoração à Páscoa, no dia 17 haverá Carreata às 16h, saindo da Matriz Santo Antônio com o Santíssimo Sacramento. Todos são convidados. “Pedimos ao nosso povo: participe da Semana Maior, a Semana Santa; não faça dela feriadão prolongado. Celebre com fé e dedicação!”.

“Muitos paralisaram no medo, no comodismo e alguns até na preguiça. […]” –

diz o padre Dimas Borges

Na Paróquia São Cristóvão, o pároco Dimas José Borges está na expectativa de ver as igrejas com maior número de fiéis. “Infelizmente, ainda estamos longe de alcançar o retorno de todos. Hoje as Igrejas estão relativamente cheias, mas as pessoas já se sentam bem afastadas. É um cheio com distanciamento”.
O padre acredita que “muitos esfriaram espiritualmente” e fala sobre o “crescimento assustador de problemas psicológicos que apontam outros caminhos nas vidas das pessoas, impossibilitando-as de voltar a enxergar o essencial, que é a fé no Cristo Ressuscitado”. Ele acrescenta: “Muitos paralisaram no medo, no comodismo e alguns até na preguiça. […]. Não podemos nos isolar e nos afundar no medo, no egoísmo e na individualidade. Comungar Cristo é também comungar o irmão”.
O Pároco informa que estão mantidos os cuidados básicos de higienização, assim como a recomendação para o uso das máscaras. Ele relata que as lideranças estão animadas e preparando tudo com muito carinho, na expectativa do retorno de todos os fiéis.
As programações da Semana Santa estão nas redes sociais das Paróquias.

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