Preço da carne de frango dispara na Grande BH; peito aumenta 16%

Preço da carne de frango dispara na Grande BH; peito aumenta 16%

Preço da carne de frango dispara na Grande BH; peito aumenta 16%

Alta vem na esteira do reajuste do preço dos grãos, itens fundamentais para a produção de rações

Foto: Flávio Tavares/O Tempo

O preço da carne de frango disparou na Grande BH no último mês, informa pesquisa do site Mercado Mineiro divulgada nesta segunda-feira (21). Conforme o levantamento, o filé de peito da ave, por exemplo, teve sua cotação média elevada em 16%: de R$ 18,27 para R$ 21,26.

Outros cortes do frango também tiveram elevação na casa dos dois dígitos. A asa resfriada aumentou 9,67% (de R$ 14,59 para R$ 16), a coxa sobrecoxa teve reajuste de 8,57% (de R$ 11,89 para R$ 12,91) e o frango resfriado sofreu crescimento de 11,16% (de R$ 9,81 para R$ 10,91). 

Fenômeno parecido aconteceu com o peito resfriado e até com o pé de frango. O primeiro corte aumentou 12,48%, saindo de R$ 12,90 em fevereiro para R$ 14,51 nesta pesquisa. Já o segundo reajustou de R$ 6,42 para R$ 7,02 em média, crescimento de 9,37%.

Os aumentos no frango já eram projetados por especialistas, conforme O TEMPO mostrou na semana passada. Os reajustes seguem o reajuste no preço dos grãos, como milho, soja e trigo, que são fundamentais para a produção de rações. 

Esses grãos aumentaram no mercado internacional por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia. O País atacado por Vladimir Putin é um dos principais produtores desses itens no mundo. Com menos oferta e demanda mantida, o preço se eleva. 

Quem paga a conta é o consumidor. Ainda mais em um cenário no qual cerca de 80% dos custos dos produtores de carne gira em torno justamente da nutrição dos animais, a ração. 

Boi e porco

O Mercado Mineiro também pesquisou as cotações médias do boi e do porco na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O levantamento mostra que o consumidor deve ficar atento aos preços, pois as variações são grandes entre os açougues. 

Nos cortes bovinos, o quilo do filé mignon pode custar de R$ 49,90 até R$ 119. Já a maminha varia entre R$ 37,99 e R$ 89,95, uma diferença de 136%. O mesmo vale para o miolo de alcatra, cotado entre R$ 39,99 e R$94,95, uma variação de 137%. 

Queridinho do churrasco, o quilo da picanha é vendido a R$ 49,99 e também a R$ 189 na Grande BH, uma variação de 278%. Outro corte requisitado para o fim de semana de carvão e brasa, a alcatra custa entre R$ 36,99 e R$ 94,95, uma diferença de 156%. 

No contexto geral, o boi não teve grande elevação nos preços médios em relação a fevereiro. O único aumento acima de 1% foi da maminha, que cresceu 1,04%. Por outro lado, o mignon teve decréscimo de 3,54%

Nas carnes suínas, o Mercado Mineiro informa que o quilo da costelinha custa de R$ 14,99 até R$ 34,95, uma diferença de 133%. O quilo do lombinho filé é vendido por R$ 12,99, mas também por R$ 29,99, uma variação de 130%. 

Muito procurado nas festas de fim de ano, o quilo do pernil resfriado sem osso varia entre R$ 12,99 e R$ 24,98 na Grande BH, uma diferença de 92%. 

Na comparação com fevereiro, o corte suíno com o maior reajuste foi o filé de lombinho, que aumentou 2,86%. Dos 15 cortes pesquisados, apenas quatro recuaram: costelinha, rabinho, bisteca suína e salsicha.

Fonte: O Tempo

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