Câncer Infantil: fique atento aos sinais

Câncer Infantil: fique atento aos sinais

Câncer Infantil: fique atento aos sinais

A Assessoria de Comunicação da ACCCOM (Associação de Combate ao Câncer do Oeste Minas) respondeu ao CCO, para compartilharmos com nossos leitores, perguntas relacionadas ao câncer infantil. Leia as informações na sequência.

Diferente do câncer em adultos, o câncer infantil é ocasionado por alterações genéticas que predispõem ao câncer, geralmente herdadas hereditariamente, enquanto em adultos pode estar relacionado a fatores externos. Em crianças, essas causas são bem menos frequentes. Hoje, a maioria dos casos, se diagnosticados precocemente, têm melhores chances de cura do que em adultos.

A instituição atende, atualmente, 368 pacientes de Arcos, sendo dois deles pacientes em tratamento oncológico pediátrico. Na infância, os casos mais comuns são as leucemias e os linfomas, seguidas pelos tumores do sistema nervoso central (cérebro e coluna), continuado dos tumores abdominais em crianças pequenas e sarcomas dos mais diversos tipos em crianças maiores e adolescentes.

O percentual de cura depende do tipo de câncer como também do estágio em que foi diagnosticado. Quando o diagnóstico é feito precocemente, há maiores chances de cura. Leucemias têm taxa de cura de cerca de 85% dos casos na faixa etária pediátrica. Linfomas de Hodgkin têm taxa de cura superior a 90%. Já os osteossarcomas oscilam em torno de 60%. Os tumores de sistema nervoso central também variam de acordo com o tipo, a ressecabilidade (localização e estágio de diagnóstico).

O tratamento é realizado no Hospital do Câncer que está em processo de credenciamento do Governo Federal, com apoio da ACCCOM.  Devido a isso, há limitação de crianças e adolescente, mas já foram tratados vários pacientes que são atendidos em consultas com oncologista pediátrico e hematologista pediátrico e realizam exames necessários, sendo ofertados partes deles dentro do próprio hospital e alguns fora dele.

A equipe da ACCCOM observa que as crianças pequenas costumam se sair bem, devido ao pouco entendimento. As maiores ficam mais ansiosas, com mais medo e receio, sendo comum não conseguirem externalizar esses sentimentos no primeiro momento, ficarem com dúvidas e com medo de descobrirem as respostas. A maioria das mães ficam desesperadas, choram e fazem poucas perguntas também. Outras se mostram fortes e desejam saber tudo de uma vez. “O ideal é acolher a família, responder somente o que for perguntado e ouvir acima de tudo”, orienta a Assessoria da instituição.

Durante o tratamento ocorrem mudanças no dia a dia e, geralmente, surgem muitas dúvidas, como por exemplo, dificuldade para frequentar a escola e alteração na imunidade, que necessita de adaptação da dieta. A instituição disponibiliza um Guia para os pais ou responsáveis pelo paciente, com espaço onde podem anotar as dúvidas e esclarecê-las depois.

Predisposição

Existem síndromes genéticas que aumentam a predisposição a ter câncer, tais como Li Fraumeni,Neurofibromatoses,síndrome de Dowm eBeckwith Wiedemann. A prematuridade e o uso de dieta parenteral [administração de nutrientes diretamente na veia] também foram associados ao aumento da incidência de cânceres do fígado. Ter parentes de primeiro grau que já tiveram câncer quando crianças também aumenta a possibilidade, principalmente no caso do Retinoblastoma. São inexistentes as medidas preventivas ao câncer infantil, por seu importante componente genético. É necessário diagnosticar e iniciar o tratamento o quanto antes, para que se tenha a maior taxa de cura e o tratamento mais simples possível.

Sinais

Os sintomas e sinais vão variar muito, dependendo de cada tipo e localização do tumor. Os sinais mais frequentemente encontrados são febre, inapetência, manchas roxas pelo corpo, palidez, fraqueza, reflexo branco na pupila, dor de cabeça, perda do equilíbrio, tumoraçõespelo corpo, dor óssea.

Cuidados após tratamento

Vale ressaltar que é preciso ter cuidados específicos após o tratamento de câncer. A ACCCOM informa que quando acaba o tratamento, é preciso ainda acompanhar o paciente no ambulatório de forma a reintroduzi-lo às suas atividades habituais, monitorar os sintomas e sinais da doença, a fim de flagrar uma recaída e reiniciar outro tratamento, além de monitorar efeitos colaterais tardios que possam surgir do tratamento realizado.

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