Novo Ensino Médio: aluno se torna protagonista

A Lei 13.415, de 2017, alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e estabeleceu mudanças no ensino médio. O Novo Ensino Médio foi criado para estar de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e é obrigatório para todas escolas do país, de acordo com divulgação da Agência Minas de notícias.

Em entrevista com o Jornal CCO, a supervisora Irani Miranda e o diretor Flávio Batista Gonçalves, ambos da escola estadual Dona Berenice Magalhães Pinto, contaram sobre as mudanças e como estão implementas na instituição. Segundo eles, o aluno que se matricula a partir deste ano tem 27 conteúdos com a formação da base e os itinerários formativos.

Para alunos do ensino médio regular, o tempo de estudo passou de 833 para 1000 horas. Para estudantes do noturno, essas horas serão implementadas de forma diferente, 300 serão cursadas com atividades complementares em casa.

Eles têm quatro horários de aulas em quatro dias da semana e cinco horários em um dia. Já para os alunos do diurno, o estudo é integral, composto por nove horários de aulas com 1.500 horas a serem cumpridas, 600 de formação da base e 400 de itinerários formativos. São oferecidos todos os itinerários formativos.

Para o 1º ano, além das matérias básicas, tem Projeto de Vida, Eletivas 1 e 2, Tutoria, Estudos orientados 1 e 2, Introdução para o mundo de trabalho, Tecnologia e informação e os aprofundamentos nas áreas que incluem a ciência na prática.

A supervisora ressaltou que a matéria Projeto de Vida não se limita ao ensino superior, mas trata de outros projetos além desse, por exemplo, quem sonha em ser mãe ou caminhoneiro. A partir disso, a escola vai guiar o aluno para que tipo de mãe ou motorista ele gostaria de ser.

A Instituição de Ensino oferece Eletivas desde 2019, nos anos anteriores eram feitas votações entre os alunos para a escolha delas, porém, devido às circunstâncias, neste ano a equipe pedagógica fez a escolha. A única diferença é que o 1º ano terá duas eletivas e o 2º e o 3º anos, uma eletiva com dois temas.

Segundo Irani Miranda, a base curricular não foi alterada, houve apenas um desmembramento das matérias e o objetivo é desenvolver o protagonismo no aluno: “Antes a matéria vinha para ele e era aquilo, hoje ele tem a oportunidade de debater mais o que gostaria de estudar”, disse.

Ela também acredita que o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) pode mudar futuramente, pois há uma integração das matérias. Na escola existe uma reunião diária dos professores, para discutirem como podem trabalhar de forma interdisciplinar, com temas que todos os professores trabalhem, “mas cada um com um olhar: o olhar da matemática, o olhar da filosofia”, explicou.

Para a supervisora, o mais importante é o aluno não ficar perdido nos 27 conteúdos. A escola oferece também cursos profissionalizantes de Administração e Segurança do Trabalho. O aluno que cursa ou já terminou o ensino médio pode fazer os técnicos. Anteriormente eram ofertados junto com o ensino médio, chamado de concomitante, mas este ano é realizado apenas o propedêutico no período da noite.

Alunos opinam O Jornal CCO também conversou com dois alunos do 3º ano, Amanda Amaro (17 anos) e Yan Teixeira, 16 anos. Ambos esperam recuperar os dois últimos anos e acreditam que essas mudanças “são inovadoras e muito boas”.

Yan disse que as Eletivas “abriram um caminho grande, principalmente no estudo remoto”. Amanda compartilha da mesma opinião e comentou que no fim de 2021, fizeram a culminância de um projeto na Câmara. “Foi um dia muito legal, a gente teve que fazer umas pesquisas e tiramos um proveito grande também; no meu caso foi na parte de História, eu tenho dificuldade e me ajudou muito”, disse. Ela deseja ser Psicóloga e ele quer cursar Marketing Digital.

 

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