Antônio Dias de Nogueira trabalhou na montagem industrial das grandes indústrias de Arcos

Antônio Dias de Nogueira trabalhou na montagem industrial das grandes indústrias de Arcos

Antônio Dias de Nogueira trabalhou na montagem industrial das grandes indústrias de Arcos

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 19/06/2021) – Edição 2107

Antônio Dias Nogueira foi proprietário da maior oficina de “Torno” da região, da primeira transportadora de Arcos e participou do processo de industrialização do município. Em entrevista a Dalvo Macedo, colaborador do Jornal CCO no projeto Recortes do Tempo – Histórias de Arcos, ele contou sua história.

Antônio Nogueira tem 85 anos. É filho de Anne Dias Nogueira e José Fernandes de Carvalho Nogueira. Seus avós eram de origem portuguesa. Antônio é casado com Lenira Maria de Melo Nogueira, que foi uma grande professora de costura e também fazia frivolité e bordados em geral. O casal teve quatro filhos: Antônio de Melo Nogueira, Rachel de Melo Nogueira, Beatriz de Melo Nogueira e Soraya de Melo Nogueira.

Ao contar sua história, Antônio disse que cursou o 4° ano do primário na escola estadual Yolanda Jovino Vaz e que começou a trabalhar na calçada de frente à sua casa, consertando carros da Ford e Chevrolet. Depois, foi convidado para trabalhar em várias oficinas de Arcos e região. Ele contou que chegou a prestar serviço nas oficinas do Venâncio Ribeiro, do Miro e do ‘Joza do Caboco’. Trabalhou com Carlos Pisimin, nas cidades de Santo Antônio do Monte e Belo Horizonte, e foi convidado a prestar serviço nas grandes montadoras que vieram para o Brasil. Ele prestava serviço de montagem de carros automobilísticos.

Outros Trabalhos

Antônio Dias Nogueira também foi proprietário da maior oficina de ‘Torno’ da região. Segundo ele, era a mais moderna da época e era equipada com sete tornos. Ele também prestou serviços para várias oficinas das cidades de Arcos, Formiga, Campo Belo, Divinópolis, Lagoa da Prata, Bambuí, Pains e outras.

Trabalhou com montagem e manutenção industrial nas grandes indústrias de Arcos, como a Fábrica de Cimento, Itaú, Química Indústria Barra do Piraí, Sigue Corumbá e montagem da correia transportadora de pedra da CSN. Com isso, Sr. Antônio participou dos grandes processos de industrialização do município.

Antônio também foi proprietário da primeira Transportadora da cidade de Arcos. Ele tinha uma frota de 18 veículos que prestavam serviços do escoamento de produção nas empresas Cimento Campeão, Nestlé, Química. A empresa transportava areia, cal e pedra. Depois, sua frota foi vendida para a empresa de transporte ‘Transcálcio’.  

Ele comentou que a empresa, no final de cada ano, realizava um mutirão de limpeza com todos os funcionários e depois eles faziam uma grande confraternização com todos, distribuindo cestas natalinas. Ele contou que isso foi feito ao longo de 40 anos e era sua maior alegria.

Lembranças

Em suas lembranças, Antônio Nogueira contou que as madeiras da região – como Amarelinho, Sucupira branca e preta, Aroeira e Cedro – eram transportadas para o Rio de Janeiro. Na exportação feita pelos tropeiros, as madeiras eram amarradas ao lado das arreatas para serem transportadas em comboio.

Quanto à política, ele disse que nunca gostou de participar e que, por ser amigo de todos os políticos, sempre era convidado. “Eles é que precisavam de mim”, disse. No convívio social, ele e sua família sempre foram atuantes. Ele também chegou a ser sócio fundador do Arcos Clube e da Lagoinha e Sociedade Recreativa de Arcos.

Ele contou que também gostava muito de pescar e caçar juntamente aos seus grandes amigos: Gláucio, Nenzico Macedo, Chiquito Dias e João Neca.

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