Tireoide e gestação

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 25 de setembro de 2021) Edição 2121

Problemas de tireoide são relativamente comuns durante a gestação. Isso ocorre porque os hormônios produzidos pela placenta podem interferir no funcionamento da tireoide. Outro mecanismo tem a ver com alterações na imunidade da gestante, que pode passar a produzir anticorpos contra a tireoide alterando a produção dos hormônios da tireoide, T3 e T4.

Em muitos casos, essas alterações na gestante são passageiras, não necessitando tratamento especifico. No entanto, existem situações onde a tireoide pode necessitar tratamento urgente para não interferir na saúde da mãe e do bebê. Por isso, a avaliação especializada é importante.

Quais os sintomas e riscos?

Os principais sintomas são fraqueza, taquicardia, ganho ou perda de peso, inchaços, bócio, irritabilidade e insônia.
Tanto o excesso de hormônios da tireoide (HIPERTIREOIDISMO) quanto falta de hormônios (HIPOTIREOIDISMO) podem levar a aborto, baixo peso fetal, problemas futuros no crescimento e aprendizado infantil. Na gestante, há risco de sangramento, problemas cardiovasculares, distúrbios psiquiátricos e neurológicos.

Mulheres que já tratam de tireoide podem manter seus remédios durante a gravidez?

Sim, mas na maioria dos casos será necessário ajustes na dose ou no tipo de medicação. A recomendação é que, ao descobrir a gravidez, a paciente não pare com seu medicamento mas procure seu médico com urgência para avaliação.

E durante a amamentação, a medicação é segura para o bebê?

Perfeitamente segura. O alerta durante a amamentação é que a mãe não deixe fazer seus exames de controle na época prevista. Em muitos casos onde o problema de tireoide surge durante a gravidez, no pós-parto pode desaparecer, e a medicação poderá ser suspensa.

 

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