Sem Futebol

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 24/04/2021) – Edição 2099

Marlon Santos

ALÔ, ARCOS! Chegamos ao mês de maio e nada de diferente com relação ao futebol de Arcos e região. Ao que parece, teremos longos meses sem futebol nos gramados da região. Existia uma grande expectativa que no mês de junho ou julho a bola voltasse a rolar, porém, até presente momento, sequer temos uma previsão de qual data teremos futebol amador em algumas cidades do interior. O futebol amador tem como uma de suas qualidades o fato de abranger o torcedor da própria cidade, que acaba se envolvendo nessa paixão e deixa um clima de euforia e alegria pelas ruas. Mas, o tempo agora terá a missão de resgatar toda a rivalidade que tem em cada cidade do interior, pois a pandemia parece não ter fim e, com o passar do tempo vai deixando o torcedor entristecido. Aliás, tudo está muito triste e sem muitas alegrias para comemorar, afinal, o cenário de doentes e falecidos só tem crescido e a perspectiva de melhora vai aos poucos tomando conta de nosso cotidiano. Infelizmente, essa tem sido a grande verdade que temos presenciado nos últimos meses. Estranhamente, durante o período eleitoral do ano passado, a bola rolou nas quadras e  gramados, mas, foi só decidir quais seriam os novos membros do legislativo e executivo que tudo foi paralisado. Coincidências que não saem da memoria dos atletas, diretores, comissão técnica e torcedores. Como entender que em um período podia fazer  tudo e depois ficamos trancafiados dentro dos lares. São perguntas sem resposta. Concorda?

 

Em Arcos

Começamos o ano de 2020 com grandes expectativas com relação ao futebol amador de Arcos e região, porém tudo se transformou em mera ilusão. Havia a expectativa da realização do Campeonato Regional sub-23, com a presença do Bela Vista, que iria representar nossa cidade, porém o torneio sequer iniciou. Também a segunda edição do Campeonato Arcoense de Futebol, que chegou a realizar reuniões para definir o torneio que contaria com a presença de oito equipes, mas nem saiu do papel. Porém, mesmo assim, ainda tivemos dois campeonatos que chamaram a atenção, o Regional de Futsal e o Campeonato Regional Master 40+, ambos tiveram seus campeões declarados nas quatro linhas.

No Regional de Futsal o Associação foi o dono da taça e trouxe alegria aos torcedores alvinegros. No Regional Master 40+, o Master Lagoa teve seu momento de alegria ao conquistar o torneio. Mas, foi somente estes torneios que trouxeram o público de volta as quadras e posteriormente aos campos. O futuro continua incerto e agora temos que aguardar como agirá a nova administração municipal perante os desafios da pandemia.

 

Qual é a importância dos torcedores nos estádios?

O 12º homem em campo: eles fazem a diferença ou são apenas parte da decoração?

Os torcedores que vão aos jogos são parte fundamental do esporte, desde a energia que eles trazem até o dinheiro que eles gastam.

Durante a temporada de 2018/2019, a média de público em um jogo da Premier League foi de 38.162 torcedores, enquanto no total, mais de 14.5 milhões de pessoas passaram pelas catracas.

Isso equivale a um valor total de £667 milhões gastos por torcedores em dias de jogos.

Além disso, o barulho de uma torcida pode ser mais alto que um show de rock ao vivo – o suficiente para machucar os seus tímpanos e prejudicar a audição.

Entretanto, com as aglomerações proibidas, os estádios que normalmente abrigavam milhares de torcedores estão vazios.

 

Categoria de base o melhor investimento

Entra ano, sai ano e os clubes brasileiros sempre estão com o mesmo problema: dificuldade de recursos para segurar atletas do seu plantel do ano anterior e arrecadar recursos com novos patrocinadores para novas contratações. Ainda assim, quem consegue bons resultados são os clubes que têm uma categoria de base boa.

Se algum clube quiser um investimento de baixo risco e um retorno de médio e longo prazo, precisa investir nas suas categorias de base.

As categorias de base são fontes importantes de recurso para os grandes clubes de futebol, pois poupam aos clubes os custos de uma contratação e, quando o profissional é vendido, também trazem recursos importantes, imediatos e mediatos.

Dentre os diversos segmentos profundamente afetados pela paralisação do futebol brasileiro, em meio à pandemia de coronavírus, a situação das categorias de base é uma das mais problemáticas.

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