Os Atributos de Deus

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 15/02/2020) – Edição 2039

Éder Henrique – Pastor Presbiteriano

A teologia dogmática, mais filosófica que bíblica, define Deus por meio de atributos incomunicáveis (que não são conferidos ao homem) e atributos comunicáveis (que são conferidos ao homem). Os atributos incomunicáveis de Deus são: auto existência, imutabilidade, eternidade, perfeição absoluta, imensidade, onisciência, onipotência, onipresença e unicidade (triunidade perfeita, consubstancial e consensual). Já os atributos comunicáveis são: espiritualidade, racionalidade, intelectualidade, veracidade, bondade, amor, santidade, vontade, justiça, liberdade e regencialidade. Deus é perfeitamente absoluto em seu ser e em todos os seus atributos, mas o homem é relativo e limitado na posse e no exercício dos atributos divinos a ele parcialmente comunicados.

Deus pode ser aprendido, mas não definido, a partir do que expressa ou manifestamente faz, não com base em suposto conhecimento filosófico de seu ser, porque Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade. Deus, em suma, é indefinível, mas apreensível pelos seus eleitos, não racionalmente, mas existencial e piedosamente. Deus não precisa de ninguém e de nada fora de si mesmo. Os seres criados é que dependem do Criador, pois existem porque ele lhes determinou existência; e permanecem porque a sua providência lhes garante a permanência. É Deus quem controla a obra criada e todas as criaturas, especialmente o ser humano. O homem não tem potência essencial ou original capaz de exercer o menor controle sobre a divindade e não tem poder para alterar a vontade ou o propósito de Supremo Criador. Um Deus alterável deixa de ser soberano e perdendo a soberania, perde, consequentemente, a imutabilidade absoluta; passa a ser uma divindade contingencial, de vontade variável, sujeita à maleabilidade induzida, conduzida ou influenciável.

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