O gol e sua magia

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 20/06/2020) – Edição 2056

Marlon Santos

ALÔ, ARCOS! “Vou ser jogador de futebol profissional.” Essa é uma das frases mais ouvidas entre garotos brasileiros na faixa etária compreendida entre os 12 e os 16 anos. O curioso é que o “quero ser” foi substituído pelo “vou ser”. O que, à primeira vista, pode parecer uma demonstração de absoluta autoconfiança, provavelmente é a ignorância quase total em relação aos percalços e às enormes dificuldades que essa “vontade” ou decisão representa. A transformação do esporte mais popular do planeta Terra em “vitrine constante” e, é verdade, em algo globalizante (no sentido de amplitude e de acesso rápido) vem levando os garotos ou pré-adolescentes a imaginarem o futebol como uma atividade naturalmente fácil de ser exercida e ainda mais fácil de ser alcançada. Mas, marcar um gol é algo mágico. Apenas quem entende ou sentiu essa emoção mais próximo é que sabe resumir essa sensação. Quando nos referimos ao futebol profissional, temos a imagem de estádios lotados e o jogador disputando a bola como se fosse um prato de comida, algo normal dentro das quatro linhas. Ser artilheiro e aceitar a responsabilidade de definir um jogo é para os extraordinários, aqueles que realmente estão acostumados com a batalha contra os zagueiros e que sentem o prazer de ver o goleiro lamentar. Futebol ainda é uma arte que poucos conseguem desenvolver com total maestria e, assim, esses considerados “jogadores decisivos” vão, aos poucos, enchendo os corações apaixonados dos torcedores e escrevendo seus nomes na história riquíssima do futebol.

 

Infelizmente, o amadorismo é diferente

No futebol amador, a história é um pouco complexa, pois os atletas atualmente não têm uma identificação com suas equipes. Trocam de equipes sem deixar recordações; e quando comemoram seus gols é de forma singular, não mostram tanto carinho por aquele momento. O torcedor fica sem entender e nas arquibancadas o estrondo se torna uma voz silenciosa. Não podemos generalizar, afinal, estamos em tempos em que quantia financeira é a palavra-chave, que convence qualquer atleta a trocar de clube. Raros são os atletas que realmente vibram com seu torcedor após marcar um gol, pois no próximo torneio poderá estar com a camisa do clube ao qual causou o sofrimento, tudo normal em um esporte altamente financeiro. Dizer que acabou o vínculo de um atleta com um clube de futebol amador em tempos atuais não é uma calúnia, porém, temos que aceitar essa dura realidade, mesmo que não lhe convença. Concorda?

 

O futebol empolga a todos

O futebol é uma paixão nacional, o esporte mais popular do nosso país e que fez o Brasil ser conhecido mundo afora. É difícil encontrar um brasileiro que não tenha um time do coração e que não entenda pelo menos um pouquinho sobre o esporte bretão. Ele foi inventado na Inglaterra, chegou aqui em 1895 e desde então movimenta um amor indescritível. Os jogadores, jornalistas, estudiosos e aficionados pelo esporte conseguem tirar frases que se aplicam à nossa vida, nos fazem pensar e até nos divertem mais um pouco. Por isso somos todas vítimas dessa paixão e adoramos o futebol, pois vivemos sonhando com gols e títulos inesquecíveis. Mesmo com esta pandemia que assola o mundo, ainda existe uma expectativa de acompanhar em breve seu time do coração dentro das quatro linhas, mesmo sabendo que esse desejo não tem data marcada e diante da incerteza de como será o futuro dentro das quatro linhas.

 

Saudades do futebol ao vivo

Com todos os problemas, o futebol brasileiro é um dos melhores do mundo. Você já imaginou o futebol da Espanha e da Inglaterra sem a presença dos craques brasileiros? Sim, seria bom, mas não tão bom quanto é. Os jogadores dos trópicos encantam as torcidas, com a beleza e a plasticidade de seu futebol-arte. Diga-me, leitor amigo: tu estás ou não estás com saudade dos times mineiros? Eu confesso: depois de tanto tempo sem assistir a nenhuma partida, estou com vontade de ver qualquer jogo, por exemplo da Vila Nova contra o Tombense. E, se brincar, chamo de Messi qualquer jogador mediano do tombense ou Vila Nova. Chamo e peço autógrafo. Depois, mando pôr num quadro.

 

Governo valida encerramento do Francês, nega recurso do Lyon, mas suspende rebaixamento

O Conselho de Estado do Governo da França validou oficialmente, nessa terça-feira, a decisão do encerramento do Campeonato Francês por causa da pandemia do coronavírus. No entanto, suspendeu os rebaixamentos de Amiens e Toulouse, ordenando que a Liga de Futebol Profissional da França (LFP) reexamine o formato da competição para a temporada 2020/2021.

O juiz de procedimentos sumários do Conselho também negou o pedido do Lyon de que a competição fosse retomada.

 

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