O Deus que se revela na bíblia sagrada

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 01/02/2020) – Edição 2037

A Bíblia Sagrada e a Confissão de Fé de Westminster não provam a existência de Deus, porque na verdade Deus não precisa que ninguém prove sua existência. Ele existe por si e em si mesmo. Tanto a Bíblia Sagrada como a Confissão de Fé de Westminster, partem do pressuposto da realidade da existência de Deus e apenas apresentam a vontade e alguns atributos de um único Deus, vivo e verdadeiro, infinito em seu ser e perfeição, um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões, um Deus imutável, imenso, eterno, incompreensível, onipotente, sábio, santíssimo, soberano, absoluto, que opera todas as coisas segundo o conselho de sua própria e imutável e justa vontade, para sua própria glória; um Deus de amor, gracioso, misericordioso, longânimo, rico em bondade e verdade, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado; um Deus que é o galardoador daqueles que diligentemente o buscam; e, sobretudo justíssimo e terrível em seus juízos; pois odeia todo pecado, e de modo algum inocenta o culpado.

A Bíblia Sagrada ensina que Deus possui, em si mesmo e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança; sendo o único e todo-suficiente em si e para si, não tendo necessidade ou dependência alguma de nada e de nenhuma das criaturas que Ele mesmo criou, não derivando delas glória alguma, mas apenas manifestando sua própria glória nelas, por meio delas, para elas e sobre elas. Deus é a única fonte de toda a existência, de quem, através de quem e para quem são todas as coisas; e sobre elas Deus exerce pleno e soberano domínio, para fazer por meio delas, para elas e sobre elas tudo conforme a sua vontade suprema. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante de Deus, seu conhecimento é infinito, infalível e independente da criatura, de modo que nada é contingente ou incerto para este maravilhoso Deus, que é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus mandamentos. Da parte dos anjos e dos homens, bem como de toda e qualquer criatura, lhe são devidos todo culto, todo serviço ou obediência requerida por Deus.

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