História do futebol de Arcos

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 16/07/2020) – Edição 2060

Marlon Santos

ALÔ, ARCOS! No final da década de 30 e início da de 40, havia em Arcos o Brasil Futebol Clube dirigido pelo treinador Antônio Costa. O campo era atrás do antigo cemitério, que tinha o portão de frente com a Fumusa e ia até o prédio de José Xavier. O Brasil Futebol Clube tinha como jogadores: Duduca, Peixoto, Tião da Minervina, Antônio Justo, João Cuca, Venâncio e outros. O time foi extinto e Arcos ficou órfão de futebol. Em meados de 1946, uma comissão de desportistas se propuseram a cavar um terreno a base de picareta e fazer um campo de futebol ali no final da rua da Glória, onde era o campo de treinamento de tiro ao alvo da corporação Tiro de Guerra. Eles fizeram o campo e fundaram o Social Esporte Clube, que teve como primeiro presidente José Valadão Melo. Em julho de 1948 foi fundado o time Ypiranga Esporte Clube e em um jogo amistoso contra o Flamengo de Santo Antônio do Monte a torcida do Social começou a vaiar o Ypiranga e isso formou um ‘sururu’ nas arquibancadas entre os torcedores do Ypiranga e do Social, eles chegaram a entrar em luta corporal. A partir daquela data, o Social foi extinto e o Ypiranga deu sequência nos jogos e melhorias no estádio. Em 1954 foi fundado o time Associação Atlética arcoense, que também adquiriu o terreno por intermédio de Antônio Marçal, Bento Leite e outros, por meio do responsável pelo patrimônio do campo de aviação.

 

Fundação do Ypiranga

Observadores enxergaram futuro nos jogadores reservas do Social, que debandaram para o Operário na época. O leiteiro João Ribeiro da Silva entregava leite na padaria do João Cuca e eles teceram comentários, junto aos funcionários, sobre a fundação de uma agremiação esportiva para competir com o Social. Daí em diante, os que apoiaram a ideia passaram a se reunir no bar Trianon. E na reunião do dia 12 de julho de 1948, foi fundada uma nova agremiação. Na hora, ocorreu uma indefinição de nomes, pois uns queriam Odeon Esporte Clube e outros não. Foi quando alguém viu a máquina de coar café em cima do balcão e perguntou aos presentes: “Que tal aquele nome?”. Todos olharam, concor-daram e bateram palmas. A marca da coadora de café era Ypiranga. Chegaram a um consenso e em 12 de julho de 1948 surgia o Ypiranga Esporte Clube.

 

Fundação do Associação

Em 1953, moradores da parte alta da cidade, amantes do futebol, muitas vezes deixavam de ir ao estádio para assistir os jogos devido à distân-cia. Na necessidade de fundar um novo clube perto de suas residências, Bento Leite, Antônio Marçal e outros tiveram a iniciativa de procurar o responsável pelo patri-mônio do aeroporto e pe-diram a doação de uma gleba do terreno e foram prontamente atendidos. E assim, em 13 de junho de 1954, foi criado o time Associação Atlética Ar-coense, que teve como primeiro presidente eleito pela comissão Geraldo Zuquim Amorim. Depois, ao longo dos anos foram feitas melhorias no estádio e realizados muitos jogos.

 

Primeiro clássico

Desde a fundação do Associação, em 1954, pa-ssaram-se três anos de rivalidade sadia. Porém, os torcedores do Ypiranga começaram a fazer gozações dizendo que o estádio do Associação era uma taba de índios e foi construída no serrado. Os torcedores do Associação retrucavam dizendo que o estádio do Ypiranga era uma toca de tatu e foi construído dentro de uma grota (buraco). Em 1957, o presidente do Vila Esporte Clube de Formiga convidou os presidentes do Ypiranga e Associação para fazerem o primeiro clássico de Arcos. O jogo seria uma preliminar do jogo princi-pal entre Vila e Fluminen-se do Rio de Janeiro, em comemoração ao dia do aniversário da cidade de Formiga, no dia 6 de junho. Ambos os times aceitaram e o Associação jogou com muita raça e venceu o Ypiranga por 3 a 0.

 

Fundação do Vila

Na década de 1960, em um lugar chamado olaria, do outro lado do Córrego de Arcos, a Construtora Andrade havia feito uma escavação para extrair cascalho e joga-los nas estradas da cidade. Com a escavação, ficou um retân-gulo de mais ou menos 90 metros de comprimento e aproximadamente 40 de largura. Aquele lugar passou a ser diversão dos pela-deiros e ficou conhecido como ‘time da Olaria’ e posteriormente como Vila Esporte Clube.

 

Novo normal? Robô entrega troféus no pódio do GP da Estíria de F1

O novo normal também já faz parte da Fórmula 1 em 2020. Distanciamento social, número reduzido de pessoas nos bastidores, uso obrigatório de máscaras, testes para o novo coronavírus, arquibancadas vazias e, agora, uma premiação curiosa. Quem entregou os troféus para os pilotos no pódio do GP da Estíria foi um robô. Isso mesmo. Nada de apertos de mão ou abraços. Lewis Hamilton, Valtteri Bottas e Max Verstappen receberam a premiação de um totem móvel.

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