Estar na presença do Deus Santo é muito bom!

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 06/03/2021) – Edição 2092

Pastor Presbiteriano Éder Henrique

Nos capítulos 31 e 32 do livro de Deuteronômio, Moisés fala de vitória e fidelidade, mas, também denuncia o pecado da rebelião dos que desobedecem aos mandamentos de Deus (Dt 31.27), aos que praticam abominações (Dt 32.16), aos que se esquecem de Deus, mesmo o Senhor Deus sendo uma rocha de segurança para o seu povo escolhido (Dt 32.18). Moisés denunciou aqueles que perderam a lealdade a Deus e se tornaram leais ao mundo (Dt 32.20) e por isso, se distanciaram de Deus. A exortação de Moisés foi uma revelação do próprio Deus, uma orientação divina para o seu povo se humilhar, quebrar o próprio coração, abandonar o pecado e buscar constantemente a santidade. Aquele povo que pertencia a Deus não deveria atravessar o rio Jordão com práticas pecaminosas desprezíveis, desonrosas e desagradáveis a Deus. Por isso, diante das dificuldades, deve-se abandonar o medo, as dúvidas e inseguranças para encher o coração de fé e esperança em Deus, porque somente ele é a força em tempos de fraqueza e um refúgio em tempos de aflições.

A Escritura Sagrada narra de forma clara a existência de muitos perigos na vida cristã, onde muitos estão associados aos enganos do próprio coração, à influência de uma sociedade não cristã e as forças malignas presente no mundo. As Escrituras também evidenciam a realidade do temor humano diante de situações confusas, incompreensíveis e incontroláveis, mas apesar disso, o grande desafio dos cristãos não é negar o medo ou a própria fragilidade, mas abandoná-los e confiar em Deus, mesmo sabendo pela Escritura Sagrada que Deus não desampara seu povo.

De fato, existem muitos perigos neste mundo, entretanto, Deus ordena aos seus filhos, a serem corajosos porque ele sempre acompanha os acompanha (Josué 1.9). Mesmo diante das adversidades é preciso abandonar o pecado, identificar aquilo que não vale a pena e o que não procede de Deus, renunciando, por amor a Jesus Cristo, as práticas comuns que enfraquecem a comunhão com Deus e entristecem o Espírito Santo. Todos os dias há uma nova oportunidade para buscar de forma constante e intencional a santidade de vida que agrada a Deus.

Que o alvo dos cristãos durante esta pandemia seja a santidade, “ser mais santo do que ontem” e que a santidade não seja apenas um controle sistemático de ações, reações, palavras e comportamentos com aparência cristã e, sim, uma profunda e transformadora experiência com Cristo, em Cristo e por Cristo, que purifica a alma e nos aproxima de Deus, o Pai.

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