Deus é sempre justo e perfeito

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 21/03/2020) – Edição 2043

Pastor Presbiteriano- Éder Henrique

A igreja Presbiteriana do Brasil em Arcos é uma igreja cristã, que surgiu no período da Reforma Protestante no século 16, possui um compromisso de fidelidade ao confessar e reafirmar que Deus é sempre bom, perfeito, amoroso, soberano, autoexistente, autossuficiente e também sempre justo. A Confissão de fé de Westminster afirma: “Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda vida, glória, bondade e bem aventurança. Deus é todo suficiente em si e para si, pois precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Deus é a única origem de todo ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Deus é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que há por bem requerer deles”.

Deus é justiça perfeita, nós perecemos num mundo confuso, desordenado e cheio de maldade que quase sempre sobrepuja o bem. Os bons, por serem honestos, são ridicularizados, prejudicados e maltratados. Os filhos das trevas, geralmente, tornam-se bem sucedidos e “realizados” neste mundo. Os justos, dos quais Deus exige correção e submissão, são disciplinados na vida presente, porque o Pai celeste não permite a indisciplina de seus filhos (Hb 12.4-13). Os injustos, bastardos em relação a Deus, não são corrigidos no curso da existência terrena, mas o são na eterna (Mt 25.41, 46; Mt 7.23). A justiça de Deus é corretíssima, perfeitíssima, concludente.

Deus é suficiente em si mesmo, ou seja, Deus é autoformado, autodeterminado, autocontrolado e auto satisfeito. O homem precisa de outros seres humanos para realizar-se e equilibrar-se social e emocionalmente. Necessita de amparo, ajuda e socorro, especialmente na infância, na velhice e nas crises de saúde mental, psicológica e física; sofre ameaça externa ao corpo, aos bens materiais, morais e espirituais. Sua vida é de inteira dependência de alimentos, ar, água, luz, condições produtivas e habitação. Deus, além de sua genuína espiritualidade, sua vida é autônoma, independente de qualquer auxílio. Sua pessoa não tem carências sociais, afetivas e psicológicas. Deus é perfeito, perfeição que lhe dá autossatisfação. Ele não tem decepções, não padece angústias, não experimenta frustrações, não conhece fracassos, não tem tristezas. Deus é eternamente feliz, bem-aventurado.

 

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