Vacinação infantil contra Covid: vacinar ou não?

A vacinação infantil contra Covid-19 causa divergência de opiniões até mesmo entre profissionais da área.

O Ministério da Saúde decidiu autorizar a vacinação infantil após uma consulta pública, algo nunca feito no país para vacinas já aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Jornal CCO trouxe opiniões diferentes de dois renomados médicos pediatras de Arcos, Dr. Macmiller Silva e Dr. Ivanildo Franco.

Dr. Macmiller explica que é importante que os pais sigam as orientações e recomendações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Em tempo, as Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP), Imunizações (SBim) e de Infectologia (SBI) se manifestaram favoráveis à autorização da Anvisa para vacinação das crianças de 5 a 11 anos.

Após serem consultadas pela Agência de Vigilância Sanitária, elas emitiram um parecer que avalia os potenciais benefícios e riscos da vacina, entendendo-se então, que os benefícios superam os riscos. Você pode consultar o documento, na integra, no site da SBP (www.sbp.com.br).

Ainda segundo o Dr. Macmiller, a vacinação é fundamental para diminuirmos as taxas de complicações devido à doença e frearmos o surgimento de variantes.

“Neste caso, devemos considerar que a vacinação contra o Covid-19 é de fundamental importância por vários aspectos, dentre eles: o índice de letalidade e complicações do Covid-19, no Brasil, é muito maior em relação a vários países; há uma proteção direta da vacina e diminuição das taxas de transmissão do vírus aos demais; há diminuição do surgimento de variantes, sendo que não vacinados são mais vulneráveis”, explica.

A miocardite, inflamação no músculo do coração, foi uma das reações da vacina que foram relatadas. Dr. Macmiller afirma que, segundo estudos recentes, a miocardite após a vacinação é menos grave e ocorre com menos frequência do que a miocardite pós-covid-19.

“Os trabalhos mais recentes demonstram que as reações de miocardite e pericardite são raramente descritas após a vacinação e são menos graves e estatisticamente menores do que as causadas pela Covid-19. Devem [os pais] procurar atendimento médico em qualquer alteração do estado geral da criança”, orienta o pediatra.

Dr. Ivanildo Franco, também entrevistado pelo CCO, avalia que a decisão de aplicar a vacina ou não, nas crianças de 5 a 11 anos, deve ser dos pais.

O pediatra defende ter cautela quanto à vacina, pois a mesma foi aprovada emergencialmente e, ainda, não está inclusa no Plano Nacional de Imunização; argumento para a não obrigatoriedade da aplicação do imunizante.

“A responsabilidade e a decisão de vacinar o filho contra Covid-19 é única e exclusivamente dos pais, pois essa vacina não foi aprovada, somente liberada para uso emergencial. Ela não se encontra no PNI (Programa Nacional de Imunização) e não tem segurança garantida nem pelo fabricante”, afirma.

Ainda segundo Dr. Ivanildo, é importante aguardar mais estudos que garantam a segurança do imunizante, visto que crianças têm baixo risco de complicação.

“Crianças tem baixíssimo risco de complicações com essa doença chinesa. A vacina é uma incógnita em justo e honesto questionamento. Daqui uns quatro anos, talvez haja segurança para nossos filhos e netos”, conclui.

*O Jornal CCO ressalta que as opiniões dos pediatras são independentes, não representam a opinião do jornal.

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