OS 90 ANOS DO SR. OSMAR ROQUE

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 29 de outubro de 2021) Edição 2126

Osmar Roque completou seus 90 anos de idade no dia 11 de outubro e foi surpreendido com uma comemoração no dia 16 de outubro, no espaço Nhá Chica. Casado com Floriza Ramos da Silva, 88 anos, tiveram oito filhos: Hailtom, Hamilton, Adilson, Adelmo, Árisson, Francisco Luís (todos empresários), Rosimar (advogada) e Florismar (bibliotecária aposentada). O casal tem 15 netos e sete bisnetos. Em novembro, irá completar 70 anos de matrimônio.

Ele conta, com entusiasmo, que todos seus filhos estão vivos e saudáveis. “Somos muito felizes, pela Graça de Deus! Tivemos oito filhos e todos estão vivos. É um mérito de Deus. É motivo de comemoração. Nunca perdemos um da família, não tem ninguém doente, não tem inimizade na família. Deus gosta de festa também”, enfatiza.
A palavra mais pronunciada pelo nosso entrevistado, “nas linhas e entrelinhas”, é FAMÍLIA. Referindo-se à esposa, ele diz: “É uma pessoa para quem eu devo tudo pra ela. Ela ‘segurou as pontas’ e criou oito filhos. Nossa casa é cheia. É difícil um dia da semana não ter um neto com a gente”.
Faz questão de falar sobre sua satisfação em ver os filhos e netos formados. “Tenho cinco netos médicos: os três filhos do Hailtom (Giordanni, Maria Augusta e Maria Elisa), os filhos do Adilson (Talita e Adilson Júnior). Os filhos do Hamilton: Daniela é biomédica, Gabriel é engenheiro elétrico, Igor é engenheiro de Controle e Automação, Clarissa é formada em Produção Audiovisual nos Estados Unidos e em Inglês; Gustavo é engenheiro ambiental (filho do Árisson); os filhos do Adelmo: Felipe é formado em Geografia, Letícia é engenheira elétrica e os três mais novos estão estudando”.

Dedicação ao trabalho – Sr. Osmar nasceu em uma família de proprietários rurais. “Comecei a trabalhar muito novo e fiquei velho sem saber o porquê (risos), mas estou bem de mente. Achava que não chegaria aos 90 anos bem como estou”, comenta, sorrindo.
Depois de trabalhar na propriedade rural da família, decidiu ser caminhoneiro. Com veículo próprio, fazia transportes para a fábrica de cimento.
Em 1964, adquiriu um posto de combustíveis – “Teixeirinha ou Posto do Osmar Roque – e também investiu em um restaurante cujo nome era “Churrascaria Bodocão”.
Já no ano 1995, adquiriu a Calmag – empresa do ramo de calcário agrícola, que hoje é dirigida pelo filho caçula, Francisco Luís.
Ao completar nove décadas de vida, ainda é um homem ativo, com boa saúde. Até pouco tempo (cinco meses atrás), antes de sofrer uma fratura no tornozelo, ainda dirigia seu veículo. “Eu estava dirigindo, eu estava indo para a Calmag, estava continuando meu trabalho. Tenho minhas atividades na Boca da Mata. Não tinha parado de trabalhar”, conta.

Política – Sr. Osmar Roque foi presidente do diretório local do PMDB durante aproximadamente 20 anos e se recorda da época em que Tancredo Neves, então governador de Minas, esteve em Arcos. Dona Floriza conta que ele almoçou no restaurante da família, Churrascaria Bodocão, onde várias pessoas foram conhecê-lo. Antes disso, foi filiado à UDN. “Eu era amigo do Dr. João Vaz Sobrinho e fui da UDN”.
Ao falar do período do Regime Militar no Brasil (1964-1985), diz que foi uma época em que sua renda melhorou. “Foi bom para a economia do país e para cortar gastos. Hoje, se tem uns 30, 40 partidos, precisaria de no máximo uns cinco. Tudo isso é pra explorar. Fui presidente de partido e nunca ganhei um tostão. Se você é candidato, você tem que gastar seu próprio dinheiro; mas é o país que está dando dinheiro pro político [fazer campanha]. Tem que acabar com metade dos vereadores e deputados”, disse, enfatizando que é preciso eliminar os ‘cabides de empregos’.

50 anos no Lions Club
Sr. Osmar foi um dos fundadores do Lions Club de Arcos, clube no qual permaneceu durante 50 anos. Já foi presidente e participava de reuniões também em outras cidades, ao lado da domadora, Dona Floriza. Hoje, está se acostumando com um ritmo de vida mais lento, em casa, ao lado da esposa. “Estou gostando de ficar em casa, de dormir até mais tarde um pouco”, conclui, enfatizando a gratidão a Deus por ter uma família abençoada.

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